Cerca de 200 clínicas particulares suspenderam o atendimento pelo
Sistema Único de Saúde (SUS), nesta quarta-feira (21) por atraso no
pagamento. Ao total foram Treze mil prestadores de serviço da rede
privada, que paralisaram por tempo indeterminado. Os funcionários
alegam inadimplência, referente aos meses de janeiro e fevereiro –
dívida de aproximadamente R$ 10 milhões – por parte da Secretaria
Municipal de Saúde (SMS).
De acordo com a Associação de
Hospitais e Serviços de Saúde do Estado da Bahia (Ahseb), as unidades
da rede privada complementar deixaram de fornecer o serviço em todas as
especialidades. Diariamente, cerca de 20 mil pessoas são atendidas
nessas clínicas, que realizam atendimento nas áreas de urgência e
emergência, ortopedia, traumatologia, fisioterapia e oftalmologia.
O presidente do Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviço
de Saúde do Estado da Bahia (Sinhodba), Raimundo Correia, afirmou que o
problema começou após o prefeito João Henrique emitir as contas
referentes ao exercício de 2009 e 2010 ao Tribunal de Contas dos
Municípios (TCM) e o SIGA (Sistema Integrado de Gestão e Auditoria) apontou que as clínicas estão sem contrato, o que resultou na proibição do pagamento.
"Apesar de sabermos que o contrato, que é de aproximadamente R$ 5
milhões mensais não existia, as clínicas vinham prestando serviços
normalmente. Não é porque mudou de uma hora pra outra que a situação tem
que ficar dessa forma”, afirmou Ricardo Costa, que condiciona à volta
ao trabalho após a quitação da dívida.
Ainda segundo Ricardo, devido à falta de acordo durante reuniões com o
secretário municipal de saúde, Gilberto José, a Ahseb entrou com uma
liminar contra a Prefeitura de Salvador. Ele afirma que o atendimento só
será retomado após liberação da verba.
Fonte: Jornal A tarde
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