Cientistas do Scripps Translational
Science Institute (STSI) – um instituto de pesquisas localizado na
Califórnia, nos Estados Unidos – apresentaram um novo exame de sangue
que pode ajudar os médicos a prever o risco de infarto em pacientes. O
estudo, publicado na edição desta semana da revista Science
Translational Medicine, concluiu que determinado tipo de células pode
funcionar como um possível biomarcador da doença. Só no Brasil, segundo a
Sociedade Brasileira de Cardiologia, são 320.000 mortes por problemas
cardiovasculares por ano.
A pesquisa envolveu 50 pacientes que,
prestes a sofrer ataque cardíaco, procuraram ajuda em quatro
prontos-socorros da cidade de San Diego (Califórnia). Usando diferentes
sistemas de isolamento de células, os cientistas descobriram que a
quantidade e a estrutura das células conhecidas como endoteliais (célula
achatada que recobre a face interna dos vasos sanguíneos e o coração)
estavam dramaticamente alteradas em pessoas com infarto, quando
comparadas com grupos de pessoas saudáveis. Ou seja, testar o sangue de
pessoas propensas a ter este tipo de ataque poderia ajudar a prever
quais pacientes realmente vão sofrê-lo.
“A habilidade em diagnosticar um ataque
cardíaco iminente é uma importante descoberta, que pode ajudar a mudar o
futuro da medicina cardiovascular”, afirma Dr. Eric Topol, coordenador
do estudo. “A esperança é ter este teste desenvolvido para uso comercial
em até dois anos. Ele pode ser ideal para determinar se um paciente
está à beira de um infarto ou prestes a sofrer um nas próximas semanas.
Por enquanto, nosso teste apenas detecta se a pessoa está vivenciando um
ataque ou acabou de passar por um”, diz o coautor Raghava Gollapudi.
(Com informações da Veja)
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