Matheus, estudante de Engenharinha, tenta uma das vagas
Estudar fora do país é o sonho de muita gente, mas
não é todo mundo que dispõe de condições financeiras para pagar, em
média, o preço de um carro popular para fazer um intercâmbio. Para
estes, uma opção é tentar uma vaga no programa Ciência Sem Fronteiras,
do governo federal. As inscrições para estudantes da graduação começam
hoje pelo site www.cienciasemfronteiras.gov.br. Através da ‘graduação-sanduíche’, o estudante pode cursar parte do curso no Brasil e outra parte no país que desejar.
Nesse edital são disponibilizadas 5,8 mil bolsas
para todo o Brasil, com duração de, no máximo, 15 meses - 12 na
faculdade e outros três aprendendo a língua do país - em universidades
de sete nações: Austrália, Bélgica, Canadá, Coreia do Sul, Espanha,
Holanda e Portugal.
Já para as pessoas interessadas em fazer doutorado
fora, no dia 26 de abril o programa vai abrir inscrições para 20 bolsas
em duas universidades da Inglaterra. Até o final de 2015, o Ministério
da Educação (MEC) pretende disponibilizar 100 mil bolsas.
Experiência
Se tudo der certo, uma delas será do estudante de Engenharia Mecânica do Instituto Federal da Bahia (Ifba), Matheus Alves Laranjeira Neri, 21 anos.
Ele se inscreveu no programa no edital passado e aguarda resposta de uma das universidades conveniadas das cidades de Munique, Aachen e Karlsruhe, na Alemanha. “Essas cidades são os principais polos na área automobilística, que é onde eu tenho maior interesse. Na Alemanha ficam as sedes da Volkswagen, Audi e Porshe”, justifica o candidato, sobre a escolha do país.
Se tudo der certo, uma delas será do estudante de Engenharia Mecânica do Instituto Federal da Bahia (Ifba), Matheus Alves Laranjeira Neri, 21 anos.
Ele se inscreveu no programa no edital passado e aguarda resposta de uma das universidades conveniadas das cidades de Munique, Aachen e Karlsruhe, na Alemanha. “Essas cidades são os principais polos na área automobilística, que é onde eu tenho maior interesse. Na Alemanha ficam as sedes da Volkswagen, Audi e Porshe”, justifica o candidato, sobre a escolha do país.
Antes de saírem as vagas para a Alemanha, ele chegou
a se inscrever para os Estados Unidos, mas acabou desistindo. “Eles são
mais protecionistas. Não dão emprego para estrangeiro. Na Alemanha, as
próprias empresas encomendam as pesquisas às universidades”, conta
Matheus, com toda a segurança de quem pesquisou sobre o assunto na
comunidade do Ciência sem Fronteiras no Facebook.
Matheus, que estuda alemão desde o segundo semestre
da faculdade (agora ele está no oitavo), teve que fazer um teste de
proficiência na língua alemã, e diz que não vai se apertar com o idioma.
E nem de saudade da namorada Larissa. “A gente já combinou. Durante
esse ano que eu for ficar lá, ela vai duas vezes por conta própria, e a
terceira eu vou pagar”.
E para quem duvida que seja possível manter um
namoro a distância, a estudante de Jornalismo Anna Larissa Falcão, quase
xará da namorada de Matheus, dá a dica. “Hoje em dia tem tanta
ferramenta que aproxima, como Skype e MSN, que fica mais fácil lidar com
a distância”, ensina a jovem de 23 anos, que participou de um programa
parecido em 2010.
“Foram sete meses em Santiago de Compostela, na
Espanha. Dividi apartamento com outros três estudantes: um brasileiro,
um belga e um francês”, lembra ela.
Como o Ciência sem Fronteiras, o programa do qual
ela participou incluía uma bolsa-auxílio, passagens e auxílio habitação.
“É um convênio da Ufba com outras universidades”, explica.
No caso do edital aberto, a Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) esclarece que o
valor da bolsa é de US$ 300 mensais, na moeda do país de destino. Além
disso, o estudante pode ficar hospedado num alojamento da faculdade, com
direito a três refeições. Caso a instituição não disponha desse espaço,
o auxílio- moradia é dado em dinheiro.
Áreas
Para participar, o interessado precisa estar cursando uma das seguintes áreas: Engenharias e demais áreas tecnológicas; Ciências Exatas e da Terra; Energias Renováveis; Tecnologia Mineral; Formação de Tecnólogos; Biotecnologia; Petróleo, Gás e Carvão Mineral; Nanotecnologia e Novos Materiais; Produção Agrícola Sustentável; Tecnologias de Prevenção e Mitigação de Desastres Naturais; Fármacos; Biodiversidade e Bioprospecção; Tecnologia Aeroespacial; Ciências do Mar; Computação e Tecnologias da Informação; Indústria Criativa (voltada a produtos e processos para desenvolvimento tecnológico e inovação); Novas Tecnologias de Engenharia Construtiva; Biologia, Ciências Biomédicas e da Saúde.
Para participar, o interessado precisa estar cursando uma das seguintes áreas: Engenharias e demais áreas tecnológicas; Ciências Exatas e da Terra; Energias Renováveis; Tecnologia Mineral; Formação de Tecnólogos; Biotecnologia; Petróleo, Gás e Carvão Mineral; Nanotecnologia e Novos Materiais; Produção Agrícola Sustentável; Tecnologias de Prevenção e Mitigação de Desastres Naturais; Fármacos; Biodiversidade e Bioprospecção; Tecnologia Aeroespacial; Ciências do Mar; Computação e Tecnologias da Informação; Indústria Criativa (voltada a produtos e processos para desenvolvimento tecnológico e inovação); Novas Tecnologias de Engenharia Construtiva; Biologia, Ciências Biomédicas e da Saúde.
Após a inscrição pelo site, a Capes entra em contato
com a coordenação da faculdade que o aluno estuda no Brasil para que o
coordenador do curso homologue o pedido e anexe duas cartas de
professores, atestando a boa conduta e rendimento nas disciplinas. O
candidato ainda precisa fazer um teste de proficiência na língua do
país.
Os documentos são então entregues para a Capes, que
os envia para as universidades parceiras no país que o candidato
escolheu, para que elas digam se aceitam ou não o estrangeiro.
Novas regras para estrangeiros
Desde quarta-feira, estudantes estrangeiros participantes do Programa de Estudantes Convênio de Graduação (PEC-G) no Brasil tiveram suas bolsas reajustadas no valor do novo salário mínimo (R$ 622). De acordo com portaria publicada no Diário Oficial da União, novas regras foram estipuladas para estes estudantes. As bolsas poderão ser emergenciais ou regulares, com duração de seis meses, passíveis de renovação.
Novas regras para estrangeiros
Desde quarta-feira, estudantes estrangeiros participantes do Programa de Estudantes Convênio de Graduação (PEC-G) no Brasil tiveram suas bolsas reajustadas no valor do novo salário mínimo (R$ 622). De acordo com portaria publicada no Diário Oficial da União, novas regras foram estipuladas para estes estudantes. As bolsas poderão ser emergenciais ou regulares, com duração de seis meses, passíveis de renovação.
O estudante não pode acumular a bolsa de estudos com
outros benefícios financeiros e precisa estar sujeito às normas
vigentes do PEC-G e às normas internas da instituição de ensino superior
onde está matriculado. O PEC-G oferece oportunidades de formação
superior a cidadãos de países em desenvolvimento com os quais o Brasil
mantém acordos culturais.
Desenvolvido pelos ministérios das Relações
Exteriores e da Educação, em parceria com universidades públicas e
particulares, o PEC-G seleciona estrangeiros, entre 18 e 25 anos, com
ensino médio completo, para realizar estudos de graduação no Brasil. O
aluno estrangeiro selecionado cursa gratuitamente a graduação.
Em contrapartida, deve atender a alguns critérios,
entre eles, provar que é capaz de custear suas despesas no Brasil, ter
certificado de conclusão do ensino médio e proficiência em língua
portuguesa, no caso dos alunos de nações fora da Comunidade de Países de
Língua Portuguesa (CPLP). A cada seis meses, o Ministério das Relações
Exteriores abre, mediante edital, prazo para candidaturas de estudantes
às bolsas regulares, vinculadas ao bom desempenho do beneficiário.Fonte: Correio 24 Horas

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