sábado, 24 de março de 2012

População apoia rejeição de contas de JH


População apoia rejeição de contas de JH
Se os 41 vereadores de Salvador saírem às ruas para ouvir a população antes de decidir se votarão a favor ou contra o parecer do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), que reprovou a gestão do prefeito João Henrique (PP) em 2010, o placar do painel do Plenário Cosme de Farias marcará 40 a 0 no dia da votação o presidente da Casa não vota. O Bahia Notícias foi às ruas da capital baiana, nesta sexta-feira (21), para ouvir a opinião da população sobre o polêmico processo que poderá decidir o futuro do atual gestor nos próximos oito anos – se 28 vereadores não reprovarem o relatório do TCM, que pede a rejeição das contas, ele pode ficar inelegível durante o período citado. A reportagem percorreu diversos locais de concentração de pessoas na cidade e ouviu moradores de diversos bairros e faixas etárias. Unanimemente, os entrevistados, aqueles que conhecem e os que desconhecem a ação, defenderam punição ao gestor. “Se o Tribunal [TCM] apontou irregularidades nas contas do prefeito, ele deve ser punido. Mas, independentemente disso, ele já deveria ter sido punido há muito tempo pela administração que faz”, criticou o técnico em manutenção hospitalar, Nilson Souza, de 20 anos, morador de Plataforma, no Subúrbio Ferroviário. Já o taxista Frednaldo Machado, 43, morador da Boca do Rio, foi mais duro: “Isso é a pior vergonha que existe. Seria bom se ele nunca mais se elegesse para nada, nem para síndico de prédio. Político como João Henrique não era para nunca mais se candidatar a nada”, disparou. Alguns consultados confessaram não estarem antenados ao assunto. Apesar disso, a estudante de Direito, Carla Alverez, 26, moradora do Itaigara, o "castigo" é válido. “Eu confesso que não sabia que ele ficaria inelegível por tanto tempo, caso as contas sejam reprovadas na Câmara. Mas eu acho ótimo se isso acontecer. Um prefeito que por duas vezes foi considerado um dos piores do Brasil, não deve se eleger mais a nada”, sentenciou. O autônomo José Humberto Pereira Gomes, de 53 anos, morador de Cajazeiras, cobrou mais. “É uma punição válida. Mas, devendo a Deus e ao mundo, a punição deveria ir além disso. O prefeito deveria ser obrigado a devolver todo o dinheiro que deixou de ser gasto. E tem mais: aqueles vereadores que votarem a favor não deveriam mais se reeleger”, opinou. Alertado que a votação será secreta e que a população não saberá qual será o voto dos seus representantes, Gomes foi mais radical. “Então, se caso o parecer for rejeitado, os 41 vereadores devem cair fora”, cutucou. Ainda não há data para que a votação ocorra em plenário, mas, para que a matéria fure a fila de 800 projetos, será necessário um acordo entre as lideranças da Casa.
 
Fonte: Bahia Noticias

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