O
Ministério Público Federal denunciou hoje à Justiça a Chevron,
concessionária do campo de Frade, a Transocean, operadora da sonda que
perfurava o poço onde ocorreu um vazamento em novembro do ano passado,
onze funcionários da Chevron, cinco da Transocean e uma da Contecom,
empresa contratada para armazenar o óleo recolhido.
Eles
foram denunciados sob acusação de terem se omitido nos fatos que
levaram ao vazamento de 2.400 barris de petróleo na bacia de Campos e
sob suspeita de terem dificultado a apuração das causas do acidente.
Entre
os indiciados está o presidente da Chevron no Brasil, o americano
George Raymond Buck III. De acordo com a denúncia, em seu depoimento ele
afirmou que a empresa subestimou a pressão do reservatório e
superestimou a resistência do poço, apesar de já ter feito 19 outras
perfurações no local.
Ele
e mais três funcionários da empresa responderão por dificultar a
fiscalização do Poder Público, omissão em cumprir obrigação de interesse
ambiental, apresentar um plano de emergência enganoso e por falsidade
ideológica --a Procuradoria afirma que eles alteraram documentos
apresentados a autoridades públicas.
Em
sua denúncia, o procurador Eduardo Santos de Oliveira afirma que a ação
da Chevron e da Transocean "protagonizou um dos maiores desastres
ecológicos de que se tem notícia no país, sendo apenas mais um dos
muitos que podem ser encontrados na história da operação da Chevron em
vários países".
O
Ministério Público também pediu o sequestro de todos os bens dos
denunciados, bem como o pagamento de fiança de R$ 1 milhão para cada
pessoa e R$ 10 milhões para cada empresa.
Se forem condenados, o valor da fiança servirá para pagar a indenização de danos, multa e custas do processo.
Fonte: Bocão News
Nenhum comentário:
Postar um comentário