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de Cuba, vigente há mais de 50 anos. Logo em seguida, no entanto, os
senadores rejeitaram outro requerimento de Suplicy, solicitando que o
colegiado cobrasse do governo cubano um "indulto geral" para os presos
políticos no país, autorizasse todos os habitantes da ilha a entrar e
sair de Cuba, com menção especial à permissão para a saída da blogueira
Yoani Sánchez, uma das maiores críticas do atual regime.
Em
relação à segunda proposta, apenas Suplicy e os senadores Pedro Simon
(PMDB-RS) e Ana Amélia (PP-RS) votaram a favor, entre os dez senadores
presentes. "Respeito Cuba e não gostaria que entrássemos em questões
internas daquele país", criticou a senadora Vanessa Grazziotin
(PCdoB-AM). Os senadores Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), Delcídio Amaral
(PT-MS) e o presidente da comissão, Fernando Collor (PTB-AL) também
consideraram o pedido uma invasão em assuntos internos cubanos.
Na
justificativa feita para o primeiro requerimento, Suplicy lembrou que a
desativação da prisão em Guantánamo foi uma promessa feita pelo
presidente Barack Obama. "Da mesma forma, sugerimos que os presos que lá
se encontrem sejam submetidos a um julgamento justo, transparente e com
amplo direito à defesa, como determina a Declaração Universal dos
Direitos Humanos e como consagra, brilhantemente, a Constituição dos
Estados Unidos da América", afirmou.
A comissão aprovou
ainda um pedido para que o governo norte-americano liberte cinco
cidadãos cubanos presos nos Estados Unidos, segundo Suplicy, por motivos
políticos: Tony Guerrero, Fernando González, Ramón Labañino, Gerado
Hernández Nordelo e René González. Eles são personagens
do livro "Os últimos soldados da Guerra Fria", de Fernando Morais, que
conta a história de agentes infiltrados por Cuba em organizações dos
Estados Unidos. Esse requerimento ainda terá de passar por uma votação
no plenário do Senado.
Agência Estado
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