No documento entregue à VEP na última segunda-feira, Miranda solicitou ainda a transferência imediata dos custodiados para unidades prisionais do estado que estejam funcionando adequadamente. O promotor informou que a DT funciona num imóvel residencial, e a área conhecida como dependência de empregados foi adaptada para servir de carceragem.
Ainda segundo Miranda, o local é insalubre e as celas não dispõem de área de ventilação janelas ou vãos para iluminação. Informou o promotor que até gambiarras estão espalhadas pelos cantos com fios elétricos emendados, para fazer a iluminação. O sistema de esgotamento sanitário também foi observado e condenado por funcionar com fossas improvisadas, constantemente entupidas e exalando mau cheiro.
As irregularidades foram constatadas durante uma inspeção realizada por ele. Até o fornecimento de água, segundo o promotor “é precário e inconstante. Para beber, fazer higiene pessoal e lavar as roupas os presos utilizem garrafas d’água. Sequer o banho de sol os custodiados têm o direito. Os peritos do Departamento de Polícia Técnica da Bahia (DPT) confirmaram a necessidade de interdição.
O diretor do Departamento de Polícia do Interior (Depin) em reunião durante toda a tarde não pôde ser contatado para falar sobre o assunto. De acordo com a assessoria de comunicação da Polícia Civil, a corporação irá acatar a determinação do Ministério Público de interdição da carceragem da delegacia de Amargosa e aguarda um posicionamento do juiz indicando para onde deverão ser encaminhados os custodiados.
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