Nada de véu, grinalda, buquê, ternos, arranjos,
padre ou muito menos o tal do papel passado. A maneira mais tradicional
de casar está em baixa na Bahia. A ‘moda’ agora é morar junto. Dados do
Censo 2010, divulgados ontem pelo IBGE, revelam que, na última década, o
número de casamentos no religioso caiu. Enquanto isso, as uniões
consensuais cresceram mais de 20%.
Conforme o levantamento, dos baianos acima de 10
anos de idade que viviam em união conjugal no ano 2000, 37% moravam
junto. Em 2010, o percentual subiu para 45%. Do outro lado, o número de
casamentos realizados no civil e religioso caiu de 32% (2000) para 29%
(2010).
Salvador também segue na contramão do altar. Na
capital baiana, quase metade das pessoas que viviam uma união conjugal
em 2010 não oficializou o matrimônio. Enquanto que em 2000 o percentual
era de 45%, dez anos depois ele subiu para 49%.
No Brasil, as uniões consensuais também subiram. Mas
a porcentagem ainda é menor que a registrada na Bahia e em Salvador. Em
nível nacional, elas eram 28% em 2000 e subiram para 36% em 2010.
“Esta [a união consensual] é uma característica das
pessoas de menor poder aquisitivo. Além disso, alguns avanços com
relação ao reconhecimento da união estável acabou por substituir a
obrigação do casamento”, explicou o coordenador de disseminação de
informações do IBGE na Bahia, Joilson Rodrigues. “Acredito que as
pessoas estão vendo um sentido menor no ritual”, completou.
A secretária Claudilene Costa, de 42 anos, está
entre as pessoas que optaram pela união consensual, há seis anos. “É
muito mais prático. E tem a vantagem que se não der certo cada um vai
para o seu lado e pronto. Não tem nenhuma burocracia”, comenta.
Claudilene conta que quando era adolescente sonhava
com uma cerimônia digna dos contos de fadas, mas que a vida lhe fez
mudar de ideia. “A gente vai amadurecendo e aprendendo com as decepções
até se dar conta que isso não tem tanta importância”.
Para a secretária, outro fator crucial foi a
economia. “Na época eu estava sem dinheiro e ele também. Tínhamos que
montar uma casa, comprar tudo novo. Não dava para gastar com festa ou
fazer um casamento grande”, disse. Quando questionada se não passa pela
cabeça oficializar a união, ela brinca: “Que nada! Para quê? Eu já tô
querendo é descasar”.
Divórcios
As pessoas que se declararam divorciadas no país aumentaram para 14,6% na última década. Em 2000, esse percentual era de 11,9%. O Distrito Federal (4,2%) lidera o ranking das unidades da federação onde, proporcionalmente, há mais divorciados. Depois aparecem empatados Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul, com 4,1%. O Maranhão aparece no final da lista. No mesmo período, aumentou também o percentual de viúvos (de 4,6% para 5%).
As pessoas que se declararam divorciadas no país aumentaram para 14,6% na última década. Em 2000, esse percentual era de 11,9%. O Distrito Federal (4,2%) lidera o ranking das unidades da federação onde, proporcionalmente, há mais divorciados. Depois aparecem empatados Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul, com 4,1%. O Maranhão aparece no final da lista. No mesmo período, aumentou também o percentual de viúvos (de 4,6% para 5%).
Fonte: Correio 24 horas

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