Na avaliação do vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel Ribeiro de Oliveira, ainda não é possível mensurar qual será o efeito da redução vertiginosa de juros da Caixa Econômica e do Banco do Brasil, que juntos dominam 32% do mercado financeiro do País.
“Com certeza é uma medida que vai estimular a competição. Acredito que os bancos privados devem reduzir suas taxas de juros”, argumenta Oliveira, lembrando que o cenário econômico hoje é muito mais favorável do que em 2009, quando o governo brasileiro também reduziu os juros dos bancos públicos para impulsionar o consumo.
Com o cenário ainda indefinido, a recomendação é sentar e negociar com o gerente dos bancos. “Se o cliente é bom pagador, o banco inevitavelmente vai tentar segurá-lo. O valor das taxas hoje está muito mais atrelado a este histórico e o potencial de risco do cliente”, avalia.
O consultor financeiro Humberto Veiga, doutor em economia pela Universidade de Brasília, diz que a principal vantagem da portabilidade é a isenção da cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). “Mas para isso é preciso que a dívida tenha o mesmo valor, prazo e vencimento”, explica o consultor, alertando que a mudança do banco não deve ser motivo para o consumidor cair em tentação e pegar um empréstimo maior que o saldo devedor.
Veiga explica que o consumidor também deve considerar a migração de dívidas por outros meios para além da portabilidade. Uma opção é pegar um empréstimo em condições mais baratas para quitar dívidas mais caras, como a do cheque especial e do rotativo do cartão de crédito. “Neste caso, a mudança sempre vai valer a pena”, conta.
Fonte: Portal A tarde
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