segunda-feira, 2 de abril de 2012

Polícia investiga descuido na morte de paciente em clínica psiquiátrica

Eduardo Carmo do Espírito Santo, 69, morreu no por volta de 14 horas do último sábado, depois de ser agredido por outro interno enquanto dormia. Ele foi tirado da cama por Danilo Bonfim Santos, 20, que bateu várias vezes em sua cabeça. Mas, para investigar se houve negligência, a polícia vai requisitar o laudo sobre a morte de outro paciente, há três anos, também por agressão de outro interno do hospital psiquiátrico Casa de Saúde São Judas Tadeu, em Itabuna (a 433 km de Salvador).

“Depois de tê-lo machucado muito, Danilo ainda colocou o joelho sobre a cabeça da vítima, que chegou a perder massa encefálica”, contou o delegado plantonista Clodovil Moreira Soares. Ele contou que não viu vigilância nos quartos e alas, nem mesmo eletrônica, para evitar agressões que possam chegar a óbitos. “Se for constatado descuido, a casa de saúde pode ser indiciada”, completou o delegado, que já ouviu a médica e enfermeiros que estavam no plantão no dia da morte de Eduardo.

O delegado apurou que Danilo é usuário de drogas e chegou à casa de saúde no último dia 29, muito agressivo. Ele ficou contido durante um dia. Quando foi liberado, cometeu o crime e disse aos enfermeiros que matou porque Deus mandou. Segundo Clodovil Soares, como não houve flagrante, foi feito procedimento por portaria, e a investigação será regular, a cargo da titular da 2ª Delegacia, Katiana Amorim.

Mais calmo – Segundo informações na casa de saúde, Danilo já tem transtornos mentais por causa do consumo de droga e chegou agressivo e delirante, mas teria ficado mais calmo depois. Danilo conseguiu matar, sem que os demais pacientes ficassem sabendo, porque além de idoso, Eduardo era alcoólatra, estava desidratado e muito enfraquecido. Minutos depois de cometer o crime, chegaram os enfermeiros e a médica plantonista.

Ainda segundo as informações preliminares da casa de saúde, os pacientes são monitorados por enfermeiros e separados conforme o potencial agressor. Área livre para os mais tranquilos e uma ala para os mais agressivos. Em nenhum desses locais, segundo essas informações, os pacientes têm contato com utensílios que possam machucar alguém.

Fonte: Jornal A tarde

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