
Com problema semelhante a Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba) gastou, dos dois primeiros meses deste ano, R$ 21 mil para repor 43 km de cabos da rede elétrica furtados em todo o estado, sendo 34 km apenas na Região Metropolitana de Salvador (RMS). Essencial para a transmissão de eletricidade e de alto valor de mercado, o cobre é o alvo preferido de vândalos que conseguem vender o quilo do metal por até R$ 11 no ferro-velho.
Para a reportagem do A Tarde, o secretário de Serviço Público, Marcelo Abreu, revela cifras milionárias que são retiradas anualmente da conta do município. “Anualmente, gastamos em torno de R$ 3 milhões para repor os cabos, luminárias, postes e braçadeiras furtadas ou danificadas. É inadmissível que o dinheiro dos contribuintes seja aplicado para sanar esse tipo de problema causado por pessoas que não têm o respeito pelo patrimônio que pertence à população”, diz Abreu.
O Código Penal Brasileiro (CPB) enquadra o crime de furto no artigo 155, cujas sanções variam desde multa à pena de reclusão de dois a oito anos. Já o crime de dano contra o patrimônio público, artigo 163, varia entre seis meses e três anos de prisão. O chefe do Serviço de Investigação (SI) da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR), Getúlio Neri, lamenta a falta de punição para os raros casos do gênero que chegam a Sr apurados pela unidade policial. “Como é difícil realizar o flagrante, os suspeitos acabam soltos. É a lei”, concluiu.
Fonte: Site Bocão News
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