Diretor-tesoureiro do Sindicato dos Rodoviários e esposa foram mortos perto de onde moravam
Segundo a Polícia Civil, Paulo Colombiano assumiu o tesouraria do Sindicato dos Rodoviários, em 2010, e demonstrou insatisfação com o valor pago pela categoria ao plano Mastermed, que estava no valor de R$700 mil mensal.
Ao perceber supostas irregularidades na tesouraria, como dívidas com o INSS, FGTS e Receita Federal, que estavam diretamente relacionados ao contrato com o plano de saúde, o tesoureiro passou a ser ameaçado e, em junho do mesmo ano, foi morto junto com a mulher, no bairro de Brotas, próximo ao local onde moravam.
Esta conclusão foi apresentada pela Polícia Civil, após investigadores da corporação, baseada na perícia dos dados de contabilidade do sindicato, terem verificado irregularidades no contrato com plano de saúde. Conforme a Polícia Civil, desde o ano de 2005, a Mastermed recebeu repasses que somados ultrapassam R$106 milhões.
Prisões - Além de Claudiomiro Santana, proprietário do Plano Mastermed, também foram presos na madrugada desta quinta outros acusados de envolvimento no crime. Entre eles está Cássio Antônio Ferreira Santana, sócio e irmão do homem apontado como mandante do crime.
Também foram presos três funcionários do sistema de segurança do Atacadão Centro Sul: Edilson Duarte de Araújo, Wagner Luís Lopes de Souza e Adaílton Araújo de Jesus. Embora a participação de cada um no crime ainda não tenha sido descoberta, os investigadores do caso acreditam que os seguranças tenham sido executores do crime. As suspeitas são baseadas em escutas telefônicas gravadas pela polícia com a autorização da Justiça.
Todos os acusados foram presos em megaoperação realizada pela Polícia Civil, por meio de agentes do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em diversos bairros de Salvador. Pelo menos 25 viaturas e cerca de 120 policiais civis participaram da operação.
Caso - O diretor-tesoureiro do Sindicato dos Rodoviários, Paulo Roberto Colombiano, e sua mulher, Catarina Ascensão Galindo, foram assassinados na Rua Teixeira Barros, em Brotas, a cerca de 500 metros do condomínio Catavento, onde moravam.
Na época, dois homens em uma moto teriam abordado o veículo Kia Sportage conduzido pelo sindicalista ao passar por um quebra-molas e disparado à queima-roupa. De acordo com a polícia, a perícia técnica detectou sete perfurações de bala no corpo de Colombiano, duas delas no tórax, embaixo do braço esquerdo, e apenas uma na mulher, que atingiu a cabeça.
Colombiano era o responsável financeiro do Sindicato dos Rodoviários da Bahia, que possui mais de 14 mil associados, 80 diretores e 52 funcionários. A folha de arrecadação é estimada em R$ 5 milhões por ano, verba atingida apenas com as mensalidades dos sócios.
Em depoimento, sindicalistas disseram à polícia que Colombiano vinha recebendo ameaças de morte por telefone e por e-mail desde quando começaram as eleições do sindicato.
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