terça-feira, 22 de maio de 2012

Envolvidos em acidentes de trânsito têm direito à seguro de até R$ 13.500

Em 2011, 58.134 familiares de pessoas mortas em acidentes de trânsito foram indenizadas no Brasil
Em 2011, 58.134 familiares de pessoas mortas em acidentes de trânsito foram indenizadas no Brasil
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Rodeados por engarrafamentos, buracos nas ruas e motoristas irresponsáveis, os condutores de aproximadamente dois milhões e novecentos mil veículos que circulam por toda a Bahia, segundo dados do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), travam uma batalha diária contra os acidentes automobilísticos.
Apesar dos cuidados, nem sempre os motoristas conseguem evitar as lesões físicas e as perdas materiais que as mais diversas colisões podem causar. Entre janeiro e 15 de maio deste ano, por exemplo, já foram registrados na capital baiana, onde circula 27, 7% dos veículos automotores do Estado, 6.658 ocorrências. Conforme a Superintendência de Trânsito e Transporte de Salvador (Transalvador), deste total, 2.256 pessoas ficaram feridas e 87 morreram.
Parte integrante da licença anual de veículos, o seguro de Danos Pessoais Causados por Automotores de Via Terrestres (DPVAT), que é de caráter obrigatório, garante que as pessoas envolvidas nestes acidentes possam ser ressarcidas financeiramente pelos prejuízos sofridos.
Casos - Segundo a ouvidora do Detran Bahia, Maria do Carmo, o seguro pode ser disponibilizado às vítimas em três situações específicas: em caso de morte, onde o companheiro e/ou herdeiro da vítima podem receber R$ 13.500; quando a colisão provoca invalidez permanente, onde a própria vítima pode receber até R$ 13.500; e em casos de acidentes que causem despesas médicas, com ressarcimento de até R$ 2.700 por vítima.
Acidentado no dia 3 de setembro de 2011, o motociclista Legítimo Sousa Júnior, 26 anos, morador da cidade de Jequié (sudoeste do Estado, a 365 km de Salvador), solicitou há cerca de dois meses o seguro Dpvat. Após colidir com um outro motociclista, em uma das curvas da cidade, Legítimo sofreu um lesão no pé e precisou passar por procediementos cirúrgicos. Neste período, a vítima ficou cerca de três meses sem trabalhar.
Além da solitação de reembolso por despesas médicas, o motociclista também comprova, por meio de atestados, que perdeu o movimento de um dos dedos na colisão, o que representa a invalidez do membro. "Dei entrada no solicitação do seguro, há cerca de dois meses, e fui informado que o dinheiro talvez fosse liberado em até três meses", relatou o acidentado.
Embora este não tenha sido o caso de Legítimo, as indenizações do seguro são pagas mesmo se o condutor tiver culpa do acidente, já que Dpvat não está vinculado às regras de trânsito.
Seguro - Em vigor desde 1974, o seguro é diponibilizado para os cidadãos acidentados por meio do dinheiro recolhido anualmente dos donos de veículos automotores. Cada tipo de automóvel exige um pagamento diferenciado: donos de carro de passeio, por exemplo, pagam R$ 101,16; de caminhão e caminhonete, R$ 105,68. Os proprietários de motos pagam o maior valor, R$ 279,27, já que são os mais envolvidos em colisões.
Do dinheiro arrecadado pelo seguro, 50% é usado no pagamento de indenizações e na administração das operações do Seguro Dpvat, em nível Brasil; 45% é destinado ao Fundo Nacional de Saúde (FNS), para custeio da assistência médico-hospitalar dos acidentados no trânsito; e 5% destinados ao Departamento Nacional de trânsito (Denatram), para desenvolvimento de programas de prevenção de acidentes no trânsito.
Segundo a seguradora Líder, responsável pela operação do Dpvat no país, em 2011, 58.134 familiares e/ou dependentes de pessoas que morreram em acidentes de trânsito foram assegurados ao todo com R$ 838.393.809,30.
Além disso, o Dpvat garantiu que 239.738 pessoas com lesões permanentes recebessem R$ 1.362.692.784,88; e 68.484 acidentados obtivessem R$ 86.798.693,53 em ressarcimento médico.
A solicitação do serviço, entretanto, tem prazo de validade. O seguro pode ser solicitado, no máximo, três anos após o acidente.
Intermediação - O motociclista que se acidentou na cidade de Jequié, Legítimo Júnior, relatou que contratou um advogado para intermediar a solicitação do seguro. Entretanto, de acordo com Maria do Carmo, ouvidora do Detran, esta movimentação não é necessária.
"As pessoas que pretendem requerer o serviço basta irem às seguradoras da capital baiana, que trabalham com o DPVAT. Caso tenham dúvidas sobre a documentação temos profissionais aqui no Detran que passam as instruções", salientou.
| Serviço |
Conforme Maria do Carmo, o Detran normalmente recomenda que os interessados procuram as seguintes seguradoras:
Aliança da Bahia (Comércio): (71) 3616-1055 / 1022
Federal Seguros: (71) 3241-0451 / 3327
Sulamérica: (71) 3503-6650
Confira aqui os documentos necessários em cada caso.

Fonte: Atarde

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