Não houve acordo entre integrantes do Sindicato dos Professores da Bahia (Sinpro-BA), que representa docentes da rede particular de Salvador, e representantes do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado da Bahia (Sinepe-BA), na reunião realizada nesta segunda-feira (28), na sede da entidade patronal.
Foram discutidas 58 reivindicações da categoria, que incluem melhorias na assistência de saúde, segurança e melhores condições de trabalho, além do aumento de 10% no ganho real, mais 4,88% de correção da inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
“Infelizmente, não houve avanços”, revelou Allyson Mustafá, um dos diretores do Sinpro-BA. Os resultados do encontro serão examinados pela categoria em uma assembleia marcada para as 8h de hoje, no Teatro Jorge Amado, na Pituba, onde serão definidos os rumos do movimento. “Na prática, nós já estamos paralisados, mas a decisão oficial sai da assembleia”, disse Mustafá.
De acordo com a diretora de comunicação do Sinpro-BA, Cristina Souto, já foram realizadas diversas negociações entre docentes e empresários, mas em nenhuma o pedido da categoria foi aceito. “Todas as solicitações foram negadas, ignoraram as nossas 58 reivindicações”, lamentava Cristina antes do encontro.
Rede estadual - A greve na rede estadual de ensino, que entra hoje no 49º dia, continua sem solução. Tudo por conta do impasse entre grevistas e governo do Estado, que não chegam a um acordo: o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB-Sindicato) promete só retornar às aulas após o cumprimento do acordo que prevê o reajuste de 22,22% nos salários.
O governo, por sua vez, compromete-se a reiniciar as negociações somente quando a categoria retomar as atividades em sala de aula.
Em meio ao impasse está mais de um milhão de alunos, que já perderam parte significativa do ano letivo. Informações da assessoria de comunicação da Secretaria da Educação do Estado (SEC) garantem o cumprimento dos 200 dias letivos, conforme exige o Ministério da Educação (MEC). No entanto, o plano de aulas que contemple o conteúdo atrasado só será elaborado quando a greve for encerrada.
Os professores realizam, na manhã desta terça-feira (29), uma assembleia para discutir os rumos da paralisação. De acordo com Marilene Betros, da direção da APLB-Sindicato, não houve avanço nas negociações. A última tentativa feita pela SEC foi a de pagar o salário de maio e o valor cortado da remuneração de abril, se os professores retornassem ao trabalho imediatamente. A proposta não foi aceita. “Aceitar somente isso seria um retrocesso. Enquanto o acordo não for cumprido, a greve vai continuar”, afirmou Marilene.
Nenhum comentário:
Postar um comentário