Estudantes interessados em estudar no exterior nas
áreas de ciências e tecnologias podem se inscrever a partir de sábado no
Programa Ciência sem Fronteiras, do governo federal. O programa vai
disponibilizar 5.800 bolsas de estudos em universidades de sete países:
Austrália, Bélgica, Canadá, Coreia do Sul, Espanha, Holanda e Portugal.
As inscrições vão até 30 de abril e o edital pode
ser visto no site do programa. As bolsas de estudo na modalidade
graduação sanduíche (parte no exterior e parte no Brasil) ou
pós-graduação podem chegar a 12 meses de estudos. Os candidatos precisam
ter boas notas no curso que realizam no Brasil e devem ter feito no
mínimo 20% e no máximo 90% do currículo previsto.
No dia 26 de abril, o programa vai abrir 20 bolsas
de doutorado nas universidades de Nottingham e Birmingham, na
Inglaterra. No total, o programa promete disponibilizar 100 mil bolsas
de estudos no exterior, embora oficialmente o governo fale em 75 mil. O
Ciência sem Fronteiras foi qualificado pela revista britânica Economist
como a 'mais ousada tentativa do Brasil de estimular seu crescimento
econômico'.
A revista cita autoridades defendendo que a melhoria
na qualidade da mão de obra brasileira pode fazer "uma grande
diferença" - ainda que no longo prazo - no fomento às taxas de
crescimento da economia, atualmente menores que as de outros países do
Bric (sigla para o grupo de países formado por Brasil, Rússia, Índia,
China e África do Sul). Além disso, brasileiros diplomados ganham, em
média, 3,6 vezes mais do que os formados apenas no ensino médio, segundo
a publicação britânica.
Fonte: Correio 24 Horas
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