A futura licitação bilionária do lixo de Salvador motivou o
ex-presidente da Empresa de Limpeza Urbana (Limpurb), Alexandre Brust,
comandante estadual do PDT, a colocar ainda mais lenha na fogueira. Em
contato com o Bahia Notícias, o pedetista revelou que, em 2006, quando
dirigia o órgão municipal, apresentou um projeto, baseado em um estudo
técnico, para diminuir os custos com a coleta, mas não foi atendido. O
fato o levou a pedir demissão do cargo, mas, como a solicitação também
não foi aceita, no mês de julho daquele ano, ele renunciou. “Isto é um
escândalo inominável. Estou perplexo com essa proposta indecente da
prefeitura. Deixou de ser licitação de lixo para ser licitação de luxo.
Os R$ 19 milhões que pagam hoje eram R$ 13,5 milhões. Fiz uma proposta
para redução do valor em R$ 3,5 milhões mensais, mantendo a mesma
qualidade do serviço, mas essa proposta foi engavetada”, revelou o
dirigente do antigo partido do prefeito João Henrique (hoje no PP). Há
três anos, antes de ser aprovada a Lei de Concessão do Lixo, na Câmara
de Vereadores, Brust encaminhou a mesma proposta ao Ministério Público
Estadual, ao qual, agora, pede intervenção. “Com esse montante de R$ 5
bilhões, o custo vai passar a ser de R$ 23 milhões mensais. Depois a
prefeitura diz que não tem dinheiro para promover o bem-estar da
população. Qual o ralo que está absorvendo toda essa dinheirama? Não é
questão de licitação e sim de MP. Faço um apelo para que se retome a
denúncia que fiz anos atrás”, suplicou o ex-presidente da Limpurb. De
acordo com o secretário municipal de Serviços Públicos e Prevenção à
Violência (Sesp), Marcelo Abreu, equipes da pasta e da Fundação Getúlio
Vargas (FGV) finalizam os termos da concorrência pública que valerá para
os próximos 20 anos e poderá render cerca de R$ 5,5 bilhões ao
consórcio vencedor. Ainda não há data para o lançamento do edital.
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