Embasa e prefeitura em “pé de guerra”
Em
maio do ano passado, a Câmara Municipal de Salvador aprovou projeto que
renovou a concessão da Embasa como única prestadora dos serviços de
abastecimento de água e esgotamento sanitário da capital baiana. O mesmo
texto ainda criou o Fundo Municipal de Saneamento Básico (FMSB) em que a
empresa se comprometeu a depositar mensalmente 3% da arrecadação bruta.
Além disso, a Embasa teria que repassar R$ 60 milhões ao município para
serem aplicados na melhoria da infraestrutura urbana da cidade. A
quantia, proveniente do Tesouro Estadual, deveria ser dividida em três
parcelas.
Por enquanto, nenhum centavo chegou a ser depositado nos cofres da
prefeitura. De acordo com os vereadores Paulo Câmara (PSDB) e Paulo
Magalhães (PSC), a Embasa propôs um encontro de contas antes que o
acordo seja efetivado. Nesses termos, a prestadora de serviço quer
abater a dívida do município nas parcelas mensais. Entretanto, outra
fonte acredita que há motivação política por trás do “impasse”.

“Não
tenha dúvida disso! Só existe uma leitura possível: o governo quer
evitar que a prefeitura faça melhorias na cidade. Assim, com o desgaste
da administração, fica difícil viabilizar o sucessor de João Henrique.
Nessa equação quem ganha é Nelson Pelegrino, o candidato do PT. Quer ver
uma coisa: não me surpreenderia se o dinheiro saísse de uma só vez se o
prefeito anunciasse apoio ao candidato do governo”, analisou Jorge
Jambeiro (PP).
A versão é completamente rechaçada pelo vereador Gilmar Santiago (PT).
“Esse tipo de ilação é típica do período eleitoral. Mas, felizmente,
trata-se de um completo absurdo. Na verdade, a prefeitura ainda não
aceitou algumas cláusulas do acordo. Entre elas, a mais importante é o
pagamento da dívida do município. Sem isso, o convênio não será
assinado”.
Fotos: Roberto Viana/Bocão News
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