quinta-feira, 12 de abril de 2012

Embasa e prefeitura em “pé de guerra”


Em maio do ano passado, a Câmara Municipal de Salvador aprovou projeto que renovou a concessão da Embasa como única prestadora dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário da capital baiana. O mesmo texto ainda criou o Fundo Municipal de Saneamento Básico (FMSB) em que a empresa se comprometeu a depositar mensalmente 3% da arrecadação bruta. Além disso, a Embasa teria que repassar R$ 60 milhões ao município para serem aplicados na melhoria da infraestrutura urbana da cidade. A quantia, proveniente do Tesouro Estadual, deveria ser dividida em três parcelas.

Por enquanto, nenhum centavo chegou a ser depositado nos cofres da prefeitura. De acordo com os vereadores Paulo Câmara (PSDB) e Paulo Magalhães (PSC), a Embasa propôs um encontro de contas antes que o acordo seja efetivado. Nesses termos, a prestadora de serviço quer abater a dívida do município nas parcelas mensais. Entretanto, outra fonte acredita que há motivação política por trás do “impasse”.
“Não tenha dúvida disso! Só existe uma leitura possível: o governo quer evitar que a prefeitura faça melhorias na cidade. Assim, com o desgaste da administração, fica difícil viabilizar o sucessor de João Henrique. Nessa equação quem ganha é Nelson Pelegrino, o candidato do PT. Quer ver uma coisa: não me surpreenderia se o dinheiro saísse de uma só vez se o prefeito anunciasse apoio ao candidato do governo”, analisou Jorge Jambeiro (PP).

A versão é completamente rechaçada pelo vereador Gilmar Santiago (PT). “Esse tipo de ilação é típica do período eleitoral. Mas, felizmente, trata-se de um completo absurdo. Na verdade, a prefeitura ainda não aceitou algumas cláusulas do acordo. Entre elas, a mais importante é o pagamento da dívida do município. Sem isso, o convênio não será assinado”.


Fotos: Roberto Viana/Bocão News

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