
Cinco escadas quebradas vão passar por ampla reforma
Oito das onze escadas rolantes da maior e mais importante
estação de transbordo de Salvador, a Lapa, estão quebradas. O período de
tempo em que os equipamentos estão sem funcionar varia, mas duas
escadas estão sem operar há um ano, de acordo com a Superintendência de
Transporte e Trânsito de Salvador (Transalvador).No entanto, apesar do transtorno enfrentado pelas cerca de 460 mil pessoas que usam o terminal diariamente, o superintendente da Transalvador, Agenor Gordilho, afirma que foi aberta licitação para realização dos reparos. A estimativa é que só em 90 dias os equipamentos voltem a funcionar. O custo da obra é estimado em cerca de R$ 800 mil.
Para o relojoeiro Florenilto Fonseca, 47 anos, que usa muletas para se locomover e trabalha na estação, o defeito no equipamento representa grande dificuldade. Com a escada que liga o subsolo do terminal ao andar térreo quebrada na última terça-feira (24), o homem precisou aguentar o peso do corpo nos braços e praticamente "escalar" o aparelho quebrado para se dirigir ao local de trabalho.
O sacrifício enfrentado por Florenilto também atinge a aposentada Maria de Lurdes Ribeiro, de 76 anos, que costuma utilizar a estação todos os dias. "É muito cansativo subir pela escada normal, principalmente para mim que tenho problema de artrose (doença reumática que atinge as articulações)", reclama a aposentada, após se deparar com um dos equipamentos sem funcionar.
Reforma - Gordilho observa que, das oito escadas paradas, seis vão passar por ampla reforma. "Pelo longo período de uso, vão ter que passar por uma reforma mais ampla, com substituição de diversas peças. Colocamos essas escadas em funcionamento, mas em uma ou duas horas quebram novamente, então percebemos a necessidade desse reparo", diz Gordilho.
Já os outros dois equipamentos quebrados, que ligam a Lapa à Rua Coqueiros da Piedade, dependem de um serviço de macrodrenagem na via. "O problema não é na escada, e sim, de macrodrenagem, porque quando chove, a água escoa para dentro dessas escadas, o que gera curto-circuito no equipamento. Enquanto não resolver esse problema, não adianta ligá-las", diz Gordilho.
O superintendente garante que as escadas passam por manutenção constante realizada por uma empresa terceirizada contratada. "Por mais manutenção que faça, tem uma hora que tem que trocar tudo por causa do desgaste, já que o fluxo nessas escadas é constante. A gente não fez antes por (falta de) condições financeiras", diz.
De acordo com ele, a Transalvador solicitou que a Superintendência de Conservação e Obras Públicas do Salvador (SUCOP) realize a obra com urgência, o que deve ser feito em até 40 dias, segundo Gordilho.
Durante o período de obras, não há previsão de disponibilização de micro-ônibus para os usuários ou algum tipo de campanha de esclarecimento para avisar à população sobre o período em que os equipamentos continuarão indisponíveis.
Quanto à oferta de transporte alternativo para condução das pessoas na ausência das escadas rolantes, Gordilho justifica que não há necessidade, já que a maior escada, que liga a Estação ao Colégio Central, segue funcionando normalmente.
Sucop - Em nota oficial, a Superintendência de Conservação e Obras Públicas (Sucop) informou que está realizando obras de reforma na Estação da Lapa com o objetivo de melhorar a qualidade do serviço oferecido à população.
Dentre as melhorias, o órgão municipal lista construção de novos banheiros no subsolo do terminal, reforma dos banheiros existentes na parte superior, impermeabilização da cobertura da estação, troca do piso do terminal de passageiros, manutenção dos "stins" (cabos de aço que dão sustentação à cobertura e ao viaduto de acesso à estação), remanejamento dos permissionários para novos boxes a serem construídos, revisão do sistema de drenagem e pintura total.
Ainda de acordo com a nota, o trabalho de drenagem na Rua Coqueiros da Piedade não estava previsto na obra original, mas o pedido de avaliação feito pela Transalvador está sendo analisado pelos engenheiros do órgão, a fim de encontrar uma solução.
A Sucop diz que as escadas rolantes, bem como toda a estrutura da Estação, são de responsabilidade da Transalvador, ficando a Sucop a cargo da execução das obras de melhoria do local. O valor da reforma, que tem previsão de entrega no final de junho, é de R$5 milhões.
Fonte: Portal A tarde
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