Para o petista, por conta do comportamento contraditório, ACM Neto vai pagar um preço caro na disputa pelo Thomé de Souza. “O futuro prefeito de Salvador tem obrigação de conhecer de perto a cidade. Além de ser o maior expoente de um partido em decadência, ele é indiferente aos problemas dos menos favorecidos, nunca pegou um ônibus, nunca foi atendido num hospital público, não estudou em escolas da rede estadual e o primeiro emprego foi ser deputado graças ao nome do avô”.
Moisés Rocha comemorou a decisão do STF, mas ponderou que ela não deve ser definitiva. “O Brasil não podia virar as costas para o racismo. Afinal, fomos a primeira colônia escravocrata do mundo e o último país a abolir a escravidão. Entretanto, a política de cotas precisa ser vista como uma ação afirmativa e, não, um mecanismo eterno. Afinal de contas, é preciso contemplar todos aqueles que estão à margem da sociedade. Embora, seja necessário compreender que os brancos que são pobres não são pobres em função da cor da pele”.
Pioneirismo - O deputado federal Antonio Imbassahy (PSDB) não fez nenhuma crítica específica ao comportamento de ACM Neto. Mas, concordou que o Democratas agiu de forma “equivocada” e que o representante da legenda na eleição será confrontado com este paradoxo.
O ex-prefeito de Salvador aproveitou para enaltecer a decisão do Supremo. “Uma postura muito acertada e que deve ser comemorada por todos. Não se pode tapar o sol com a peneira e negar a existência do racismo. É preciso reconhecer e traçar políticas públicas eficientes para realizar o enfrentamento. Foi pensando desta forma que criei, em 2001, a primeira Secretaria da Reparação do Brasil. A experiência foi tão bem sucedida que inspirou outros municípios, estados e até mesmo o governo federal”.
Fonte: Bocão News
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