Segundo ele, que foi informado pela equipe do Bocão News, na manhã desta quinta-feira (3), sobre o ocorrido, para que seja concedida a liberação do espaço "a Sucom vê se área permite o tipo de instalação oferecida". "A Avenida Paralela permite isso. O terreno é asfaltado e a área comporta estas estruturas", disse o superintendente. Para Cláudio Silva, "é possível que o animal que mordeu a criança tenha vindo daquela mata que fica ao fundo. E isto já aconteceu em outras situações, como nesta semana, no ponto de ônibus da Vasco da Gama". "Não se trata do local. Salvador é uma cidade de muita mata e isto pode acontecer em qualquer lugar", ressaltou.
Cláudio Silva explicou ainda que esta iniciativa de notificar as instalações junto à Polícia Ambiental é um procedimento que não esta previsto na legislação. "Por questões de cuidado e cautela e, diante dos últimos acontecimentos, faremos isto a partir de agora", afirmou.
O caso Tihany - O que era para ser mais um passeio em família e com muita diversão, por pouco, não terminou em tragédia. No dia 4 de abril, o empresário Ivson da Silva Lopes, a esposa dele e os dois filhos – um menino de 11 anos e a filha, de 4, compraram ingressos para o Circo Tihany Spetacular, localizado na Avenida Paralela, em Salvador. Pagando R$ 100 por cada passaporte destinado à área vip, a família Lopes se preparava para assistir ao que é divulgado como sendo um grande espetáculo.
“Sentamos na fila 6, assentos 19-21-23 e 25 (Assentos Preferencial Frontal). Quando começou o espetáculo,minha filha ficou sentada no colo da minha esposa e, ao levantar-se para sentar em sua cadeira, ao lado, ao colocar os pés no chão, gritou : "- Ai mamãe, meu pé!" , disse Ivson
Segundo o pai, a criança retornou ao colo da mãe reclamando que o pé doía muito e coçava o local intensamente. “Após cinco minutos ela pediu que tirássemos a sandália dela, pois o pé estava doendo muito. Continuamos assistindo ao espetáculo, mas, com o passar do tempo, Isabella ia ficando mais agitada, e começou a chorar incessantemente, quando resolvemos deixar o circo ao término da 1ª parte da apresentação”, contou.
Ivson disse que a menina não conseguia andar e saiu carregada do Tihany. “ Neste momento percebemos o seu pé bastante inchado e visualizamos uma picada, quando resolvemos levá-la rapidamente à emergência do Hospital Aliança, dando entrada às 23h,onde foram feitos vários exames clínicos e laboratoriais. Assim, constatou-se alterações em seu sangue e visualmente uma picada no pé com hematoma de coloração roxa,quando foi diagnosticado em conjunto com o CIAVE ( Hospital Roberto Santos), que se tratava de acidente ofídico do tipo botrópico ( Cobra)”.
A criança apresentou reação após tomar o soro antiofídico e sofreu uma convulsão, ficando por quatro dias na UTI. “Mantive contato com o responsável pelo circo, que me disse dar atenção devida à minha família e que estaria providenciando uma tela de proteção em volta do circo, por tratar-se de uma área de mata, mas nem a atenção foi dada e nem mesmo as devidas providências foram adotadas. Com isso, o risco ainda continua”, declarou Ivson.
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